pipi

... a vagabunda voadora, que nunca sai do mesmo lugar, volta a atacar, ainda não sei quem sou, me sinto molhada, ou molhado, quem se importa, nesta caixa que não sei se é meu caixão, ou uma solitária, talvez um porta-malas, fico aqui morta-viva-condenada-mala, sem saber porra nenhuma, me abro e me fecho em gavetas, saem coisas e entram coisas dentro de mim, será que sou um armário, ou um almoço self-service, caralho, o que é que esse merdinha de anjo inútil está fazendo nas minhas costas, ele que não bobeie, coloco ele na churrasqueira, com penas e o caralho a quatro, será que anjo tem caralho, sei lá, mas sinto um volume no meio das minhas pernas, agora posso identificar, josephinne fly tem pipi, josephine fly tem pipi...
(como uma deusa, você me mantém, e as coisas que você me diz, me levam além, bem perto das lendas, bem longe do fim, afim de dividir o duro do prazer, o pênis é o poder, me perdoem as feministas, a terra gira em torno, não sei de onde, o sol gira em volta de alguma coisa, mas o mundo gira em torno do caralho)
Escrito por Josephinne Fly às 01h47
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